Mídias Sociais como Canais de Revolução

Ok. Falar de mídias sociais já é ultrapassado para muitos. E há quem o diga que o assunto irá morrer um dia. Mas seja ele um assunto efêmero ou não, o que interessa é que está transformando sim a forma como o ser humano vem se relacionando em uma sociedade contemporânea conectada.

Já são tantos cases sobre SM que nem vamos perder tempo falando sobre eles. Vamos falar sobre a Revolução, que tal?

Segundo a wikipedia: A revolução (do latim revolutìo,ónis: ato de revolver), segundo o Dicionário Houaiss é datada do século XV e designa “grande transformação, mudança sensível de qualquer natureza, seja de modo progressivo, contínuo, seja de maneira repentina”; “movimento de revolta contra um poder estabelecido, e que visa promover mudanças profundas nas instituições políticas, econômicas, culturais e morais”.

Quando abordo o tema em treinamentos que aplico, muitos pensam ~e falam~ sobre a revolução como algo grandioso, difícil, que precisa de grandes esforços em conjunto e movimento de multidões. Mas logo digo: não. Não é preciso movimentar milhões para realizar uma revolução. Se olharmos no caráter individual de cada pessoa, seja como profissional, empreendedor ou pessoal, a revolução interna consiste em quebrar paradigmas, adotar novos habitos e obter novos resultados através da mudança pessoal, de dentro pra fora. Daí sim, começa o processo de revolução com base na sua mudança com o seu ambiente. Aí que a mágica acontece e tudo começa a ficar mais divertido.

Tá, legal. Mas como mudar? Como obter resultados diferentes? O que fazer para transformar a situação atual em que você se encontra no trabalho, na empresa, na vida diária? Simples: mudança de hábito.
Lembra-se como fez para aprender a tabuada na escola? Repetir, repetir e repetir as multiplicações. Foi assim que fizemos para memorizar em nossos cérebros as contas e realizá-las automaticamente através do hábito de praticar os exercícios. Da mesma forma o fazemos na academia, nos treinos no esporte, no aprendizado de línguas estrangeiras e assim por diante. Com essa metodologia do relembrar, repetir e praticar que focamos a revolução no caráter individual, destacando alguns pontos pessoais e intransferíveis que devem ser trabalhados diariamente:
– Tarefas: Quais são as atividades-chave do seu dia-a-dia que garantem a sua produtividade?
– Agenda: Como estão separados os seus compromissos diários? Você consegue arcar com eles fielmente?
– Pessoas: Como está o seu relacionamento com os outros? Você cede mais o seu tempo ou não doa nada dele para colaborar, co-criar e aprender junto? Foque no tempo offline, nos relacionamentos vida a vida e deixe para se comunicar só com o necessário pelas ferramentas online.
– Consumo: O que você consome? Em todos os sentidos: alimentação, música, filmes, experiências e outros produtos. Repetir o mesmo produto/música/experiência dará sempre o mesmo resultado. Diversificar também é preciso. Pense nisso.
– Trabalho: já parou pra pensar que o seu trabalho tem que dar algum resultado para a humanidade? Pense nele como um propósito da sua vida para outras pessoas, que estão precisando de você. Logo, sua produtividade e comprometimento irá mudar depois de refletir sobre isso ~todos os dias~.

São diversos os pontos em que podemos mudar os nossos hábitos diários para obter resultados diferentes. A única pessoa que sabe onde, quando e no quê mudar é você mesmo. Mas para garantir essa revolução interna tudo depende única e exclusivamente de você.

E as mídias sociais?
À partir da sua revolução pessoal, da quebra de paradigmas antigos impostos pela sociedade, pelo antigo mercado, pela moda, mídia aliada ao poderio econômico, o seu comportamento será outro e a sua presença nas mídias sociais irá mudar naturalmente. Daí começa o início de uma revolução em conjunto, incentivada pela “vitória pública” (vulgo Maslow e Covey), onde você compartilha o propósito da sua revolução, do seu trabalho e da sua vida como realmente você deseja que ela seja e com pessoas que você irá atrair pelo mesmo propósito nas mídias sociais, seja ele qual for.
Parece meio clichê falar isso tudo, eu sei, mas o que abordamos é: ao transformar a sua vida, você começa a transformar o seu ambiente, o seu ecossistema, e dar início a uma grande revolução em conjunto.

Abaixo segue os slides da palestra realizada na #ViradaEmpreendedora, onde abordei diversos desses pontos e no final apresentei o caso de Auroville como exemplo. Uma ecovila na índia, onde se vive com base no ganha-ganha (não existe dinheiro lá, somente para turistas), onde vc trabalha na construção da cidade e ganha, em troca, materiais para construir a sua casa, compras ilimitadas no mercado local e outros benefícios na cidade, idealizada por um líder que teve a sua revolução individual e pensou no como poderia fazer algo inovador, com propósito para outras pessoas, design revolucionário e com grandes chances de dar certo.


A construção de Auroville já está em andamento há alguns anos. Hoje existem pessoas do mundo inteiro morando na ecovila, que tem como objetivo se tornar em uma cidade sustentável do futuro, que prioriza a economia criativa e fica longe do sistema capitalista em que vivemos – sim, esse lugar existe.
Utilizei essa cidade como um exemplo de prototipação de algo novo, que antes era interno (da Índia) e hoje pode ser visto pelo mundo com a ajuda das mídias sociais, tornando-se um lugar onde todos desejam ir para experimentar algo diferente do mercado atual em que vivemos.

Enfim, deixo aqui o meu desejo e incentivo para que todos possam realizar a sua revolução individual, depois na sua casa, com a sua família, no seu trabalho, comunidade, grupos, cidades e até chegarem a movimentar multidões. Quem sabe no futuro teremos um mercado diferente? Pois a revolução de uma única pessoa, pode transformar o destino de um país e de toda a humanidade.

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